Criada na década de 1970 pelo alemão Bert Hellinger, a Constelação Familiar surgiu dentro do pensamento sistêmico, por isso alguns a chamam de constelação sistêmica familiar. Pode ser aplicada em várias áreas, como na saúde (o Ministério da Saúde introduziu as constelações familiares como uma terapia integrativa no SUS desde março de 2018), no Judiciário (Direito Sistêmico), nas escolas e universidades (Pedagogia Sistêmica), nas empresas e nas organizações (Constelação Organizacional) e nas dinâmicas familiares, de forma geral.

O constelador e terapeuta Adrécio Paigel, do Instituto Mangueira, diz que o método terapêutico tem por base o pensamento sistêmico e a fenomenologia, bem como apresentar as fundamentações teóricas e vivenciais de Bert Hellinger até chegar à sistematização deste trabalho, que foram várias, como a psicanálise, a dinâmica de grupo, a análise transacional, a hipnoterapia, a programação neurolinguística (PNL), o psicodrama, a terapia familiar, a experiência com a tribo africana zulus, entre outros.

De acordo com Adrécio, a Constelação Familiar pode acontecer em grupo ou no atendimento individual. Da primeira forma, estarão presentes o constelador familiar (ou o facilitador em constelação familiar), os participantes, os representantes (que são os participantes escolhidos para representação) e os clientes, que levam a questão que os incomodam e que desejam trabalhar.

Em seguida, o cliente escolhe no círculo de pessoas desconhecidas do grupo alguém para representar a questão dele. Por exemplo, alguém para representar o pai, outro, a mãe etc. A partir desses movimentos sistêmicos, que são sentidos pelos representantes de forma sutil, é possível ver o que está oculto (inconsciente) nas dinâmicas apresentadas, bem como os emaranhados dentro dos relacionamentos. “Para quem será constelado, é preciso conversar com o constelador antes e receber as devidas orientações”, disse Adrécio, que também é advogado.

Adrécio Paigel é constelador e advogado.

Áreas trabalhadas
A Constelação Familiar é indicada para trabalhar todas as áreas da vida, como conflitos, fobias, questões profissionais, relacionamento conjugal, padrões de comportamento, questões jurídicas, econômicas, etc. Dentre os benefícios de participar dos grupos estão aumento da percepção da realidade; tomada de consciência das próprias questões; aprender sobre as leis sistêmicas para aplicar na vida; aumento da capacidade de expressão dos próprios sentimentos; exercitar o estado de presença e outros.

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